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Copa do Mundo 2002 – 2/06/2014 – 1ª Fase – Argentina 1×0 Nigéria.

Fonte: Canal marciokike000copa02  https://www.youtube.com/channel/UCDb5hZNQRzkVkRUdBBtUf7Q

Apontada junto a França como principal candidata ao título do Mundial de 2002, a Argentina estreou contra a Nigéria em Kashima.

Fiel ao estilo de seu treinador, Marcelo Bielsa, a Argentina tinha um estilo de jogo vertiginoso. Sempre buscava a posse de bola, asfixiava seus rivais marcando sempre com muita energia a saída de bola de seus adversários. A movimentação constante e a velocidade imposta ao jogo com a bola no pé não dava margem a pausas, nem de uma valorização da posse de bola.

Esse jogo, sem pausas, fez com que Juan Román Riquelme acabasse sendo preterido da lista final para a Copa do Mundo.

A Argentina liderou as eliminatórias sul americanas e seu único tropeço foi contra o Brasil no Morumbi, uma derrota por 3×1. Durante esse processo, a ótima fase de Crespo e Batistuta criou um debate nacional sobre a possibilidade de poderem jogar juntos. Bielsa não abriu mão do seu 3-3-1-3 que na parte ofensiva do campo contava com três atacantes, dois de ponta e somente um atacante centralizado, que era Batistuta.

A única troca, inesperada, na seleção Argentina para o Mundial não foi na camisa nove, foi no gol. Entrou Willy Cavallero em troca pelo antes titular Germán Burgos.

Já a Nigéria vinha de um vice campeonato e um terceiro lugar na Copa Africana de Nações, em 2000 e 2002. Contava com Taribo West, zagueiro firme lembrado pelo seu peculiar penteado e anos mais tarde pela sua idade adulterada em doze anos. Quando foi campeão olímpico, tinha trinta e quatros anos, não vinte e dois. Na estréia da Nigéria contra a Argentina não tinha vinte e oito anos e sim quarenta.

Ainda faziam parte daquela equipe nomes como Jay Jay Okocha e Nwankwo Kanu, que nessa partida jogou de volante, ao lado do também não volante Yobo, o jogador que mais vestiu a camisa da Nigéria, cem vezes. Julius Agahowa também era um dos destaques dessa equipe.

Antes desse encontro, Argentina e Nigéria tiveram dois encontros anteriores, jogos importantes e os dois jogados nos Estados Unidos.

Em 1994 na primeira fase da Copa do Mundo, a Argentina venceu a Nigéria de virada por 2×1, dois gols de Cláudio Paul Caniggia ( que estava na lista dos convocados por Bielsa em 2002 ). Pela Nigéria marcou Siasia.

Em 1996, na final dos Jogos Olímpicos venceu a Nigéria, por 3×2.

O jogo de 2002 foi vencido pela Argentina pelo placar mínimo, gol de Batistuta. Seria a única vitória da Argentina que acabaria, como a Nigéria, eliminada na primeira fase. Os classificados para as oitavas de final deste grupo foram Suécia e Inglaterra.

Argentina – 3-3-1-3

12 Willy Cavallero; 4 Mauríco Pochettino, 6 Walter Samuel, 13 Diego Placente; 14 Diego Pablo Simeone, 8 Javier Zanetti, 3 Juan Pablo Sorín; 11 Juan Sebastian Verón ( 16 Pablo Aimar ); 10 Ariel Arnaldo Ortega, 9 Gabriel Omar Batistuta ( 19 Hernan Jorge Crespo ) e 7 Cláudio Lopez ( 18 Kily Gonzalez ). Técnico: Marcelo Bielsa.

Nigéria – 4-4-2

1 Shorunmu; 16 Sodje ( 15 Cristopher Justice ), 6 Taribo West, 5 Okorownkwo, 3 Celestine Babayaro; 2 Yobo, 4 Nwankwo Kanu ( 7 Ikedia ), 10 Jay Jay Okocha, 11 Lawal; 9 Ogbeche e 17 Julius Agahowa. Técnico: Festus Onigbinde.

Como no texto anterior, sobre Boca e Independiente em  2008, abaixo o destino, paradeiro, por onde andam de quem entrou em campo nesse 2 de junho de 2002, estréia mundialista de Argentina e Nigéria.

Willy Cavallero hoje é goleiro reserva do Manchester City, foi contratado na metade do ano após ótima passagem pelo Málaga.

Maurício Pochettino hoje é treinador do Tottenham da Inglaterra.

Walter Samuel depois de nove temporadas pelo Inter de Milão e passagens por Newell´s Old Boys, Boca Juniors, Roma e Real Madrid, joga no Basel da Suíça.

Diego Placente hoje está sem clube, de começo no Argentinos Juniors, passando por River Plate, San Lorenzo, Bordeaux e Bayer Leverkusen. Ano passado, Placente foi acusado do crime de evasão fiscal na Alemanha, passou 28 dias preso e inocentado de todas as acusações.

Diego Pablo Simone hoje é treinador do Atlético de Madrid, atual campeão espanhol e vice europeu. Deixou de jogar em 2006 pelo Racing Club para virar treinador do mesmo Racing. Antes de chegar ao Atlético, treinou Estudiantes, River Plate, San Lorenzo, voltou ao Racing ( em 2011 ) e o Catania da Itália.

Javier Zanetti se aposentou, deixou de jogar pela Inter de Milão em maio deste ano, clube que defendeu por quase toda sua carreira e do qual hoje é vice presidente.

Juan Pablo Sorín se aposentou em 2009, virou comentarista esportivo dos canais ESPN e do site Canchallena, segmento do jornal Lanacion.

Juan Sebastian Verón se aposentou e hoje ocupa um cargo diretivo no Estudiantes de La Plata.

Ariel Ortega se aposentou em 2012 no Defensores de Belgrano e após finalizar um tratamento contra o alcoolismo trabalha hoje nas categorias de base do River Plate.

Gabriel Batistuta se aposentou em 2005 pelo Al Arabi do Qatar. Depois da aposentadoria foi manager do Colón de Santa Fé e também fez parte da equipe de polo do Boca Juniors, no ano de 2009.

Cláudio Lopez se aposentou no ano de 2011 no Colorado Rapids dos Estados Unidos. Hoje, se dedica ao automobilismo, compete em rallies.

Pablo Aimar não joga mais pelo Johor Darul Tark e atualmente está sem clube, informação do amigo Arthur Lacerda. Aimar teve seu contrato rescindido em 21 de abril deste ano.

Hernán Crespo se aposentou em 2012, pelo Parma onde trabalha hoje como treinador das categorias de base do clube da Emília Romana.

Kily Gonzalez voltou a jogar em agosto deste ano pelo Crucero del Norte, treinado por seu amigo Gabriel Schurrer, da segunda divisão da Argentina. Gonzalez havia se aposentado em 2011 pelo Rosario Central clube pelo qual começou a jogar e é torcedor.

Marcelo Bielsa hoje treina o Olympique de Marselha, da França.

Shorunmu se aposentou em 2006, pelo Juventus de Zurique da Suíça. Desde 2011 é treinador de goleiros da seleção nigeriana.

Sodje, com 41 anos joga e é dirigente no Macclesfield Town, que joga pela Football League da Inglaterra, de futebol amador que dá acesso ao campeão para jogar a última divisão do futebol profissional da Inglaterra.

Okoronkwo se aposentou em 2013 pelo Rostov da Rússia.

Taribo West, se aposentou no Paykan do Irã em 2008.

Celestine Babayaro se aposentou em 2008 no Los Angeles Galaxy, da Major League Soccer. Em 4 de janeiro de 2011, foi declarada a sua insolvência pela justiça inglesa.

Okocha se aposentou no de 2008 pelo Hull City.

Nwankwo Kanu se aposentou pelo Portsmouth em 2012. Em março deste ano se submeteu novamente a uma cirurgia cardíaca, a primeira fora em 1997 quando ainda jogava pelo Arsenal. Kanu criou e administra a Fundação Coração Kanu, para tratamento e prevenção de doenças cardíacas na Nigéria.

Yobo terminou no meio do ano seu vínculo com o Fenerbache da Turquia, a temporada passada tinha sido emprestado ao Norwich da Premier League. Atualmente está sem clube.

Lawal se aposentou em 2012 pelo Lobi Stars da Nigéria. Hoje é o presidente do Kaduna United da primeira divisão nigeriana.

Ogbeche hoje joga pelo Cambuur da primeira divisão da Holanda.

Agahowa se aposentou em 2012 após seu empréstimo ao Sevastapool da Ucrânia terminar e o Shaktar Donetsk, dono de seus direitos federativos não renovar seu contrato. A filha de Agahowa, Isabelle Agahowa é atriz juvenil de Nollywood ( indústria cinematográfica nigeriana ).

Christopher Justice joga pelo Nasarawa United da primeira divisão nigeriana.

Ikedia se aposentou em 2012 pelo Magusa Turk Gold, da Turquia.

Festus Onigbinde foi demitido logo após o término da Copa do Mundo. Foi consultor técnico da CAF e da FIFA, hoje é chefe tribal na Nigéria, não responde mais pelo nome Festus e sim por Adegboye, cujo significado é ” criança nascida para proclamar para si o título de chefe “.

Abaixo, o jogo completo do canal de Lucho Quiróz que pode se visitado clicando no link a seguir: https://www.youtube.com/channel/UCVdVg4OwecWy1J9K1yixNKw

Boca Juniors 1×1 Independiente – Campeonato Argentino Torneio Clausura – 9/03/2008

 

Jogando pela quinta rodada Campeonato Argentino, Torneio Clausura, de 2008 o Boca Juniors recebeu o Independiente na Bombonera e empatou por um a um.

O Independiente abriu o marcador com um gol gontra do zagueiro paraguaio Julio Cesar Cáceres ( ex Atlético Mineiro ) aos seis minutos do primeiro tempo.  Aos quarenta e três minutos do primeiro tempo, Gabriel Paletta, argentino que jogou a Copa do Mundo de 2014 pela seleção da Itália foi expulso. Riquelme, de atuação memorável empatou aos oito minutos do segundo tempo.

Boca e Independiente terminaram respectivamente como vice e sexto colocados no Clausura, o campeão foi o River Plate comandado na época por Diego Simeone.

Os destaques daquele River eram Radamel Falcão Garcia, Alexis Sanchez, Ariel Ortega, o goleiro Juan Pablo Carrizo além  dos ótimos desempenhos, naquele torneio, de Diego Buonanotte e Matías Abelairas que posteriormente não mantiveram em suas carreiras o nível de suas atuações do Clausura 2008.

Escalações.

Boca Juniors ( 4-3-1-2/ 3-4-2* ) * Com dez em campo.

1 Maurício Caranta; 15 Álvaro Gonzalez, 6 Julio Cesar Cáceres, 29 Gabriel Paletta, 3 Morel Rodriguez; 5 Sebastián Battaglia ( 22 Fabián Vargas ), 8 Pablo Ledesma, 23 Jesus Dátolo ( 18 Fabián Monzon); 10 Juan Román Riquelme; 14 Rodrigo Palácio e 17 Mauro Boselli ( 7 Pablo Mouche ). Técnico: Carlos Ischia.

Independiente ( 3-4-1-2 )

1 Fabián Assmann; 25 Carlos Matheu, 20 Leandro Gioda,  6 Gonzalez; 8 Carlos Machín ( 5 Pusineri ), 16 Mariano Herrón, 38 Freddy Grisales ( 7 Ismael Sosa ), 3 Lucas Mareque; 10 Daniel Montenegro; 15 Hernán Fredes ( 11 Matías Oyola ) e 19 Germán Denis. Técnico Pedro Troglio.

Tendo sido jogado há um pouco mais de seis anos, me parece interessante saber por onde andam hoje os que fizeram parte deste jogo, começando pelo Boca Juniors.

Mauríco Caranta saiu do Boca em 2009 para o Lanús,  em 2012 se transferiu para o Rosario Central onde é goleiro titular.

Álvaro Gonzalez hoje é jogador da Lazio. Gabriel Paletta é zagueiro do Parma. O paraguaio Julio Cesar Cáceres joga hoje pelo Guarani do Paraguai, Morel Rodriguez , também paraguaio, hoje é jogador do Sol de América do mesmo país.

Sebastián Battaglia se aposentou em 2013, nunca se recuperou completamente de uma lesão no joelho sofrida em 2011.

Fabián Vargas, hoje joga em seu país, pelo Millonarios da Colômbia, no Brasil teve uma passagem pelo Internacional, lá foi campeão mundial em 2006.

Jesus Dátolo, que também passou pelo Internacional hoje está no Atlético Mineiro.

Pablo Ledesma saiu do Boca no ano de 2008 e foi para o Catania da Itália até 2011 quando voltou para o Boca onde joga até hoje.

Fabián Monzón de passagem curta pelo Fluminense, hoje joga pelo Catania.

Riquelme voltou para sua primeira equipe o Argentinos Juniors.

Rodrigo Palacio é jogador da Inter de Milão e Mauro Boselli do León do México. Pablo Mouche hoje está no Palmeiras.

Carlos Ischia hoje treina o Barcelona do Equador.

Pelo Independiente o goleiro Assmann hoje joga pelo Mérida, da segunda divisão mexicana.

Carlos Matheu hoje joga no Defensa y Justicia de Florencia Varela da primeira divisão argentina. Leandro Gioda está no Douglas Haig de Pergamino, da segunda divisão argentina, lá é o capitão da equipe.

Carlos Machín desde 2012 é jogador do Patronato, da província do Paraná da segunda divisão argentina. Mariano Herrón se aposentou em 2013 pelo Aldosivi de Mar Del Plata.

O colombiano Freddy Grisales se aposentou em 2012 pelo Deportivo Pereira de seu país de origem.

Lucas Mareque é jogador do Lorient da França. Ismael Sosa está na UNAM do México.

Daniel Montenegro saiu do Independiente para defender o América do México em 2009. No ano de 2013 voltou dando início ao seu quarto ciclo no time vermelho de Avellaneda.

Hernán Fredes hoje está no Arsenal de Sarandi. Matías Oyola é ídolo do Barcelona do Equador e Germán Denis tem uma destacada passagem pela Atalanta de Bérgamo, na Itália.

Pedro Troglio hoje treina o clube do qual ele e a presidenta Cristina Fernandez de Kirchner são torcedores o Gimnasia Esgrima de La Plata.

 

Campeonato Brasileiro 7/10/1987 – Bahia 0x2 Internacional

Pela primeira fase do módulo verde do Campeonato Brasileiro de 1987 o Internacional venceu o Bahia na Fonte Nova por 2×0, dois gols de Luis Fernando Flores.

Bahia e Inter que no ano seguinte decidiriam o Campeonato Brasileiro, o Bahia foi o campeão.

Em 87 o Bahia teve uma campanha fraca, eliminado na primeira fase no primeiro turno foi quinto colocado com sete pontos e no segundo turno foi sexto, com seis pontos.

O Inter ganhou seu grupo no primeiro turno e foi penúltimo no segundo turno, suficiente para conseguir a vaga nas semi finais onde bateu o Cruzeiro e acabou vice campeão contra o Flamengo.

Desse jogo além de se ressaltar o segundo gol do Colorado, um foguetaço do Luis Fernando Flores e a marca de onze jogos invictos do Inter no ano, vale e muito reparar no fim do vídeo. Um torcedor invadiu o campo pra bater no juiz  Dulcídio Wanderley Boschilia, o juiz mais faca na bota da história do futebol brasileiro e acabou apanhando, sendo pisoteado pelo próprio.

 

Bahia

Rogério, Edinho, Pereira, Claudir, Zanata; Zé Carlos ( Hélio ), Lulinha, Gil Sergipano, Bobô, Serginho Carioca e Sandro.

Técnico: Orlando Fantoni

Internacional

Taffarel; Luiz Carlos Winck, Aloísio, Nenê, Paulo Roberto ( Laércio ); Norberto, Gilberto Costa, Balalo, Luis Fernando Flores, Heider e Amarildo ( Manu )

Técnico: Ênio Andrade.

Gols: Luis Fernando Flores.

Copa Dos Campeões 2002/2003 – Milan 1×0 Real Madrid – Fase De Grupos – 26/11/2002

Milan ( 4-3-2-1 )

12 Dida; 14 Simic ( 16 Chamot ), 19 Costacurta, 3 Maldini, 4 Kaladze; 8 Gattuso, 23 Ambrosini, 20 Seedorf; 10 Rui Costa ( 27 Serginho ), 11 Rivaldo; 7 Shevchenko ( 15 Jon Dahl Tomasson ). Técnico: Carlo Ancelotti.

Real Madrid ( 4-4-1-1/4-4-2/4-1-3-2 )

1 Casillas; 2 Salgado, 6 Iván Helguera, 22 Pavón, 3 Roberto Carlos; 20 Celades, 19 Cambiasso ( 21 Santiago Solari ), Figo, Zidane; Raul e Morientes ( 18 Portillo ). Técnico: Vicente del Bosque.

Gol: Shevchenko, 39 do 1º tempo.

17/08/2002 – Campeonato Brasileiro Internacional 1×0 Ponte Preta.

O campeonato brasileiro de 2002 foi o último da era do formulismo. Eram vinte e seis equipes que se enfrentavam todas contra todas em turno único, classificando se as oito melhores colocados que se enfrentariam em partidas eliminatórias.

No Beira Rio, pela terceira rodada da primeira fase o Internacional venceu a Ponte Preta por um a zero, gol de Leandrão aos doze minutos do segundo tempo.

A Ponte Preta que terminou o campeonato em décimo terceiro com trinta e quatro pontos, contava com quase um time inteiro de jogadores que passaram ou ainda passariam pela dupla grenal ( Hiran, Daniel, Marinho, Rodrigo, Elivélton, Mineiro, Basílio e Macedo).

O Inter  lutou contra o rebaixamento até o final do campeonato, vencendo o Paysandu em Belém na última rodada da primeira fase se mantendo na primeira divisão e terminando o campeonato em vigésimo primeiro com vinte e nove pontos.

Internacional ( 4-2-3-1/4-2-1-3 )

1 Clêmer; 2 Luizinho Neto ( 15 Alexandre ), 3 Luiz Alberto ( 13 Ronaldo ), 4 Júnior Baiano, 6 Cássio; 5 Cleitão, 7 Claiton; 10 Fabiano Costa, 8 Carlos Miguel, 11 Daniel Carvalho, 9 Librelato ( 18 Leandrão ). Técnico: Guto Ferreira.

Ponte Preta ( 4-3-1-2/4-4-2/4-3-2-1)

1 Hiran; 2 Daniel, 3 Marinho, 4 Rodrigo, 6 Elivélton; 5 Roberto ( 16 Adrianinho ) 7 Mineiro, 8 Isaías ( 18 Jean ); 10 Alex Oliveira; 9 Basílio e 11 Macedo ( 17 Humberto ). Técnico: Oswaldo Alvarez.

2002 e 2014

Começar a copa do mundo vencendo de virada e com um pênalti inventado só de longe são semelhanças entre o Brasil de Scolari em 2002 e este de agora em 2014.

A insistência em um sistema de jogo com quatro jogadores sem vocação nenhuma pra defender é na verdade a grande semelhança.

Em 2002 a insistência em querer adotar o 3-3-1-3 gerava uma vulnerabilidade enorme para a defesa da seleção brasileira, a idéia de ter Juninho Paulista a frente de Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho com Roberto Carlos e Cafú saindo pelos lados a partir do meio campo e se somando as ações ofensivas buscava intensidade na hora de atacar, o que não aconteceu. Até o jogo com a Bélgica, nas oitavas de final, o Brasil era incapaz de oferecer resistência quando atacado, faltava gente para defender. Teve na Turquia um rival que foi capaz de complicar a vida e que na primeira fase só foi batido graças a um pênalti inexistente, China e Costa Rica os outros dois do grupo, não serviam de parâmetro para muita coisa.

O momento em que a mão do treinador apareceu em 2002 foi no intervalo do jogo com a Bélgica, o 3-3-1-3 virou 3-4-3, entrou Kleberson e saiu Juninho Paulista. Essa troca de sistema transformou um amontoado de ótimos jogadores em um time de futebol, Gilberto Silva antes da entrada de Kleberson jogava sozinho, mais que sobrecarregado na marcação do meio de campo coisa que Juninho nem querendo faria, não era função dele fazer isso.

Em 2002 a escalação era: Marcos; Lúcio, Edmilson, Roque Júnior; Cafú, Gilberto Silva, Roberto Carlos; Juninho Paulista; Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo. O 3-4-3 por vezes tinha uma pequena variação pro 3-4-2-1 com Ronaldinho e Rivaldo ficando um pouco mais atrás, mais perto da linha dos quatro no meio. O modelo que corrigiu o time tinha: Marcos; Lúcio, Edmílson, Roque Júnior; Cafú, Gilberto Silva, Kleberson, Roberto Carlos; Rivaldo, Ronaldinho e Ronaldo. Depois da mudança, quando atacado o Brasil tinha além dos três do fundo uma linha com quatro que davam pra zaga a proteção que qualquer zaga precisa.

Quem se defende bem tem fluidez pra atacar, atacar bem é consequência de se defender bem.

A mudança vai além dos nomes, o grande acerto de Scolari se deu na troca do sistema, poderia no mesmo setor jogar Vampeta por exemplo.

Em 2014 o esquema base é 0 4-2-3-1 com uma variação para o 3-3-1-3. É 4-2-3-1 quando o meio tem junto Paulinho e Luiz Gustavo, porém, Luiz Gustavo várias vezes durante o jogo baixa para a linha de defesa, transformando os laterais em alas com Paulinho como o último jogador antes dos quatros da frente ( Neymar, Oscar, Hulk e Fred ). Paulinho sozinho com Daniel Alves e Marcelo fora de sincronia e os quatro da frente amontoados são uma receita para o desastre. Mais que 3-3-1-3 ou 4-2-3-1 ou qualquer outro número, o número fundamental é o de jogadores com aptidão para realizar a tarefa defensiva conforme o sistema proposto.

Como em 2002, Scolari tem dificuldades em montar um sistema defensivo ordenado, sempre que se joga com quatro jogadores cuja vocação é atacar, se defender é tarefa complicadíssima. As equipes que conseguem se defender tendo muita gente no ataque são as que sobem a marcação ( como na escola holandesa ) e isso temerário, marcar assim é fazer um compromisso com o êxito na hora de se defender que é ilusório, quando se joga assim um erro na marcação se paga tomando um gol. A virtude da marcação é a paciência, tirar espaços não necessariamente é sufocar o rival no seu campo de ataque.

A natureza do futebol é defensiva, não existe possibilidade de se conceber uma equipe sem um sistema defensivo bem armado.

Só se tem a bola roubando ela, repetiu a náusea e forrado de razão de 1991 a 1994 Carlos Alberto Parreira.

Scolari também sabe disso, mas a copa do mundo por ser um torneio curto raras vezes é generosa como foi em 2002.